Bandeira

Bandeira

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio
pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso, seja lá o que isso for
Eu não quero aquele, eu não quero aquilo,
Peixe na boca do crocodilo
Braço na Vênus de Milo acenando tchau.

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro, este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo me escorrendo das mãos

Quero a Guanabara, quero o rio Nilo,
Quero tudo ter estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo, água e sal

Nada tenho, vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida, vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(se é assim, quero sim… acho que vim pra te ver)

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Talking to the moon

Talking to the moon

Eu sei que você está em algum lugar lá fora
Em algum lugar longe
Eu quero você de volta
Meus vizinhos pensam que eu sou louco
Mas eles não entendem
Você é tudo que eu tenho

À noite quando as estrelas iluminam meu quarto
Eu sento sozinho
Falando com a Lua
Tento chegar até você
Na esperança de que você esteja do outro lado
Falando comigo também
Será que sou um tolo aqui sozinho
Conversando com a lua?

Estou me sentindo como se eu fosse famoso
Dizem pela cidade
Dizem que fiquei louco
Sim, eu fiquei louco
Mas eles não sabem o que eu sei
Porque quando o sol se poe
Alguém está falando de volta
Sim, eles estão falando de volta

Você já me ouviu chamando?
Eu sei que você está em algum lugar lá fora
Em algum lugar longe

(Bruno Mars)

Pedaço de papel

Pedaço de papel

Eu tenho um bolso cheio de recados de amor
e eu os escrevo enquanto os minutos passam
Eu tenho uma caixa cheia de fotos antigas
e eu as revejo enquanto os dias correm.

Tento ver meu futuro no fundo da xícara,
mas é tão difícil com esse mundo nebuloso ao meu redor
Eu canto a musica dos pássaros
e faço milhões de viagens por dia.

Eu tenho vários sonhos
e cada hora eu lembro de um que quero realizar
Ontem eu queria estar ao seu lado,
mas hoje eu quero só estar comigo.

Não tenho medo do que poderá vir em minha direção,
somente o que eu farei com ele.
Não olho para trás com arrependimento
se estou aqui é porque em algum momento eu quis.

Eu tenho vários sonhos
e a cada hora eu lembro de um que quero realizar
Ontem eu queria fugir
mas hoje eu só quero viver.

Devassando

Devassando

– Mais um copo, por favor. Disse o cara numa mesa de bar junto com alguns amigos, estavam começando um inocente happy hour, que poderia ser banal ou mudar uma vida.
Todos já sabiam, Carlos era o típico cara do grupo que quando bebe, chora e conta a mesma historia de quando no auge dos seus 16 anos teve uma namorada de 23 que o deixou por um baterista de uma banda famosa.
E de copo em copo, muitas tulipa e pacotes de amendoins pela mesa Carlos via o amor da sua vida do outro lado do bar. Ah, que linda que ela era, como era perfeita e… familiar ate demais, mas pra ele não teria problema, já que a cabeça já estava começando a doer.
De um encontro com os amigos, o depressivo bêbado, como era chamado pelos parceiros, decidiu voltar todas as sextas, segundas, quartas, e todos os dias ela estava lá, perto de uma mesa próxima a maquina de chopp. Carlos finalmente tinha encontrado suas duas paixões.
Acontece que por ser tímido ele só tomava coragem de ir falar com ela depois do quinto drink e pra sua infelicidade ela sempre o desprezava, não respondia suas perguntas e não tirava o copo da mão.
Ele passou a ter certeza que ela tinha algum problema, porque ela olhava fixamente pra ele o tempo todo e quando ele dava uma cantada ela continuava o olhando, talvez fosse cega (o que seria positivo já que assim não veria seu inicio de calvície e a barriga que começara a formar devido as tantas visitas no bar).
A paixão o dominou, não adiantava os amigos disserem que era loucura, uma aventura
Até que Carlos resolveu por fim no amor platônico e cansado de tanta enrolação decidiu falar com ela sóbrio, porém o que Carlos não sabia e até hoje não quer acreditar, o que o fez correr desesperadamente daquele lugar e nunca mais voltar foi descobrir que a sua amada na verdade era…
… uma propaganda da Sandy segurando um copo de Devassa.

Convença-me (por outros olhos)

Convença-me (por outros olhos)

 

E eu não posso confiar enquanto não sentir que já é hora. Eu não posso confiar enquanto não sentir a segurança de desatar o primeiro nó. Não é uma coisa que depende só de mim. Porque eu  não sou dessas que cortam o mal pela raiz. Eu sou dessas que são fofas ao invés de dizer “não”. Eu sou dessas que fazem muitas escolhas, várias.

Eu sou romântica. Eu não sou fria, mas ainda sou calculista. E eu posso mudar de uma hora para outra dependendo da situação. Eu tenho 70% de mente apaixonada e nunca me ensinaram a lidar com ela. Eu tento ser mais além do que somente fofa. Eu tenho aprendido muito bem até para quem sempre foi o lado masculino quando a dois. Eu me apaixono facilmente. A minha vibe ainda é a mesma de antes.

Já foram 500 tiros no escuro (porque eu tenho que zelar pela minha tradicional redundância de números). Até agora, eu só me machuquei nessa brincadeira. Apaixonados não deveriam andar com flores. A dica.
Eu sou possessiva. Eu não sei não tentar compreender. Eu só sei bancar o “Hitch: O Conselheiro Amoroso”. Mas eu não sou de ferro. Eu sou ciumenta. Eu odeio me sentir trocada. Eu não suporto “já estar no papo”.

Então, por favor, convença-me. Convença-me de que vai valer a pena. Convença-me de que eu posso confiar. Convença-me de que eu posso continuar extremamente apaixonante. Convença-me de que pode dar certo (seja lá o que for). Mas, se não puder, se não quiser me convencer, simplesmente não me faça achar que não valeu a pena.

Baseado no texto: Convença-me  – Louise Rodrigues