Não desista

Não desista

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Nao desista do amor. Nao desista.
Desista das promessas
e das metas.

Desista do que dói,
do que não preenche.
Do peso,
das dívidas
das culpas.

Desista do que não vale a pena.
Desista até da pessoa,
mas não desista do sentimento.

Pro amor a gente investe,
dá risada,
se declara.

Pro amor,
a gente ama
e deixa amar.
Mas não desiste,
Deixa entrar!

Pensamentos soltos IV

Pensamentos soltos IV

Quando, numa segunda-feira de verão, você percebe que não tem nenhum crush, que não tem ninguém ocupando o seu coração (mesmo que na imaginação ou num futuro distante). Você percebe a solidão. E percebe como é bom os frios na barriga, a esperança, os planos, o amar e saber que do outro lado aquela pessoa também te quer.

Essas trocas

Essas trocas

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Troque o destinatário,
mas não troque o caminho.

Troque a receita,
mas não o ingrediente.

Troque a roupa,
mas não a costura

Troque o móvel,
mas não a cor

Troque a parede,
mas não a casa

Troque a moldura,
mas não a pintura

Troque o que não faz mais parte,
o que incomoda,
o que cansa

Mas o que você gosta,
o que afaga,
o que faz morada
Troca não.

O amor acontece

O amor acontece

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O amor acontece. Uma hora ele dá as caras, quebra a porta, entra sem avisar. Ele aparece na mudança de rotina, no horário de verão, no cabelo aos ventos depois das 19h.

O amor acontece. No copo de Coca-Cola com dois canudos. Na metade da porção de batata com ketchup. Na sua mania de querer tudo do jeito certo. Na mania dela de querer tudo meio errado.

O amor acontece. No encontro no meio da semana. No ponto de ônibus. No caminho até o parque. O amor chega no meio de uma reunião. Na mensagem de bom dia. Na gargalhada depois de uma piada.

O amor acontece. Depois da lágrima. Depois das noites mal dormidas. No “adeus” que você não queria ouvir. O amor pode ser próprio, meu, seu ou nosso.

Às vezes o amor acontece aos poucos, mas só as vezes. A mecânica arrebata os dois lados, a flecha do cupido bem apontada não machuca, as músicas românticas ganham novos ouvidos, o seu prato preferido tem um novo sabor.

Em todos os lugares o amor acontece. A qualquer hora o amor acontece. Por qualquer motivo o amor acontece. Para continuar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor (ah, o amor!) acontece.

 

 

Pode ir, mas quero que venha!

Pode ir, mas quero que venha!

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Vem, fica um pouco mais.

Ainda está cedo para ir. A cerveja está na metade. O moço do amendoim ainda não passou por aqui. Não terminei de contar sobre meu Inverno de 2012.

Vem, chega mais perto.

A música está alta. Parece que está frio lá fora. Quero te ouvir de perto, sentir o timbre da sua voz no meu ouvido.

Vem, quero te contar:

Eu estava te olhando desde que passou pela porta. Amanhã ainda vou lembrar do seu sorriso e o cheiro do seu perfume. Eu não vou esquecer de como é conversar com você e por um segundo vou achar que dei sorte.

Vem, mas rápido.

Pede a saideira, pede a conta, me pede um beijo. O agora me pede você, e só isso basta para te querer por perto. Amanhã arrumamos os erros e descobriremos que acertamos.

Vem, não vá. Só vem!

 

 

Apegar, sim! Por que não?

Apegar, sim! Por que não?

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Pesquisei no google, perguntei pra cartomante e o senhor da padaria onde fica a tal da regra que quem não se apega é mais feliz?  Qual o protocolo diz que não podemos responder a mensagem na hora?  Qual parte eu ainda não entendi da proibida ligação no dia seguinte?

Se os telefonemas num dia qualquer já são escassos, imagina no dia seguinte? Você vai mostrar muito interesse. Credo!

Credo? Mas você quer ligar, quer conversar, que bater um papo numa mesa de bar. Por que não pode ligar pra falar que gostou do último encontro? Por que não pode falar que está com saudades?

Credo? Demostrar interesse virou motivo de carência. Precisamos estar ocupados, cheio de amigos, festejando 24 horas por dia. Mostrar pro mundo o nosso olhar de quem sente falta, mas não conta pra ninguém.

Num mundo onde não se apegar é ser bonzão, ter um crush virou sinônimo de trouxa. Logo trouxa,  aquele embrulho bonitinho que você levaria tudo que precisasse quando fosse fugir de casa aos 7 anos. Ainda acho que é um ótimo acessório para levar corações apaixonados.

Sou do grupo que acha que as relações seriam melhores, mais puras e bonitas se não censurassem nossas vontades a todo momento. Sou dessas que defendem o término da temida guerra “O que ele quis dizer quando não disse nada”.

Ta a fim? Fale! Quer sair? Chame. Tenha força para começar, e terminar também. Afinal, você pode estar se apegando a pessoa errada, enquanto outros esperam para ser seu par.

E como você vai descobrir se não demostrar?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acabou! E agora?

Acabou! E agora?

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Pronto, acabou! O que faremos agora? Seguir em frente! Ok, senhor óbvio. Vamos fazer nossas malas e seguir adiante sem olhar pra trás.

Não, melhor olhar. Vamos fazer uma releitura daquelas que dão inveja a qualquer entendedor de arte moderna. O que deu errado da última vez?  Quais foram os medos que te deixaram sem dormir?

Acabou de olhar? Feche os olhos e a caixinha da dor. Jogue fora o que não pode mais levar. Cartas e contas de 2012 também estão inclusas. Por que você ainda tem os ingressos do último show no fundo da gaveta?

Tá vendo aquela luz lá na frente? É o seu norte. Vai, se joga! Mas olha pro lado. Não pra trás, pro lado. Tem muita coisa acontecendo nos acostamentos da sua estrada. Tem gente andando no mesmo caminho que você.

Está difícil? Deu saudade? Pode parar naquela lanchonete que vocês adoravam comer. Pode pedir o sanduíche preferido. Pode ver o filme sozinha no cinema. Você pode fazer tudo de novo, mas de NOVO! Entende?

Você não é a mesma que antes. O que passou já está só na lembrança. Vamos rechear o mundo de novidades e sonhos deliciosos?

Então coloca a sua melhor roupa. Se vista dos pés a cabeça com uma autoestima gigante e vá em frente. Ande. Corra. Dance!

Pronto. Acabou? Não. Só está começando!